O meu amigo jornalista e grande fotógrafo Ederson Nunes me mandou no post anterior a matéria da revista Cult sobre música e resolvo postar aqui, porque realmente veio a calhar... Justo hoje que discuti sobre racismo no almoço com algumas amigas, ouvi opiniões que não imaginava e fiquei boquiaberta. Me deu uma certa tristeza, mas o mundo é feito de muitas opiniões, fazer o quê? Não pensamos igual aos outros e os outros não pensam como nós...
Parabéns ao Johnny Alf. Estou com o livro Chega de saudade aqui na minha frente, mas ainda não consegui ler... mas lembro que Johnny foi citado no filme "Coisa mais linda" , que fala sobre a bossa nova, claro que não reverenciado como Tom e Vinicius ...
Questão de gosto?
Johnny Alf completou 80 anos em 19 de maio de 2009, poucos meses após o encerramento do festivo ano de comemoração dos 50 anos da bossa nova. Diferentemente do movimento que ele ajudou a pavimentar e que atravessou 2008 mimado em museus, pavilhões e ocas, Johnny passou seu aniversário num hotel-residência para idosos, em Santo André, no ABC paulista.
Johnny Alf é um artista brasileiro, carioca, negro, de origem suburbana, largamente reconhecido como iniciador e inspirador de versos e notas musicais que se tornariam mundialmente consagrados como "bossa nova". Ainda assim, parabéns a ele nesta data querida a comunidade cultural brasileira ofereceu com resistente parcimônia. Mesmo mestre inconteste (e em parte por temperamento próprio), tem se colocado historicamente à margem da bossa e de outras bossas.
Unha e carne daquele movimento foram os cariocas Tom Jobim & Vinicius de Moraes, como todo mundo sabe. Galã além (ou aquém) de gênio, Tom deslizou pela música e pela moda montado em fina estampa de garotão de Ipanema. Vinicius era ex-estudante em Oxford, ex-crítico cinematográfico, poeta consagrado e ex-diplomata em Los Angeles e Paris quando, já maduro, vestiu melodias em versos como tristeza não tem fim / felicidade, sim.
João Gilberto, 78 anos recém-completos (como será a fatídica efeméride de seu 80o aniversário?), é baiano interiorano, de Juazeiro. Mas nasceu filho de pais prósperos e dono futuro de uma batida de violão que o diferenciaria de todos os demais mortais. A partir de 1958, gravitariam em torno de sua aura dezenas de jovens músicos oriundos da brisa zona sul do Rio de Janeiro (e do sexo masculino, em maioria absoluta, mais uma Nara Leão aqui, outra ali).
Roberto Carlos, 50 anos de carreira musical nesta noite, tentou fazer bossa nova antes de virar Roberto Carlos. Vindo do interior do Espírito Santo, Cachoeiro de Itapemirim, principiou perseguindo as modas da hora, notadamente aquela orquestrada pela voz pequena de João Gilberto. Surgiu, é fato, titubeante e desorientado, mas, como todo mundo sabe, não é verdade que talento não possuísse. É pública e notória a historinha de que, ao tentar se intrometer nas rodas finas da bossa, foi congelado pelo desprezo de 11 em cada 10 daqueles jovens que orbitavam a lâmpada de João. Quem RC teria sido se a bossa não o tivesse desdenhado, jamais saberemos.
Assim como seus chapas Wilson Simonal, Erasmo Carlos, Jorge Ben e Tim Maia, Roberto morava no outro lado da cidade, zona norte, subúrbio. Para encontrar afluentes desobstruídos do rio chamado sucesso, precisaram, cada um à sua maneira, contornar a pontuda ilhota da bossa nova e inventar suas próprias engenhocas musicais, de preferência bem distantes da língua materna.
Não se está tentando dizer aqui que a bossa nova era (e é) um castelo elitizado ao sopé do terreiro depois batizado de MPB, música POPULAR brasileira. Era e é, e também isso todo mundo sabe. O que aqui se quer afirmar é que esse castelo (o da MPB como um todo) foi construído sobre a lógica violenta da luta de classes. [O mesmo eu poderia falar de minha própria profissão, o jornalismo, mas isso é outra conversa.]
Ou não seriam de origem social e tom da pele as mais gritantes diferenças entre Tom & João, de um lado, e Johnny Alf, do outro? Consta que Jobim chamava Johnny de "Genialf", mas isso nunca foi divulgado pelo autor de "Eu e a brisa", nem foi legitimado pela comunidade que, insinuava o próprio maestro soberano, tinha (tem?) vergonha de ser brasileira. E essa é uma história corriqueira, exemplos se amontoam.
Antes de se tornar política e eticamente condenável, Simonal se tornou musicalmente grosseiro, pilantra, artífice da "pilantragem", inverso simétrico (e negro) das sutilezas e dos maneirismos de outras bossas. Talvez tenha perdido a chance do perdão antes mesmo de - digamos em termos puritanos - pecar.
Por Pedro Alexandre Sanches
Fonte:Revista Cult
Sábado, Julho 11, 2009
Sexta-feira, Julho 10, 2009
sobre futebol...
Gauchada esquece a bola e quer levantar títulos na força
Por Chico Lang
http://www.gazetaesportiva.net/nota/2009/06/25/585664.htmlhttp://chicolang.alltv.com.br/
O futebol gaúcho sempre foi conhecido pelo espírito belicoso, coisa de fronteira. Quer dizer, ou vai na bola ou no pau. No entanto, Grêmio e Internacional estão exagerando. Gremistas fizeram carnaval em BeloHorizonte. Colorados prometem outro salseiro contra o Corinthians, na próxima quarta-feira. Está na hora de a CBF meter a colher nisso e, se for o caso, tirar mando de campo desses caras, um bando de"machochos", ou seja, sem suco, insípidos, debilitados metidos a macho.
Gremistas e colorados sentiram a barra. Estão em tremenda desvantagem em relação ao Cruzeiro(Libertadores) e Corinthians (Copa BR). Os 3 a 1no Mineirão praticamente garantiram os mineiros na decisão da sul-americana. O mesmo acontecendo com o Timão, que não levou e ainda marcou dois gols.
O jeito, então, é apelar para a ignorância, criando um "clima de guerra", coisa de índio mesmo, de gente sem espírito esportivo,querendo ganhar o jogo no grito. Resultado: se eu fosse dirigente de Cruzeiro ou Corinthians levaria um pelotão de seguranças, prontos para o que der e vier nas partidas de volta em Porto Alegre.
Na época da ditadura militar, a maioria dos generais era lá do Sul. Os caras torturaram, mataram, usaram dinheiro público ao bem prazer e tudo bem. Criou-se a cultura de não ser "revanchista" com o surgimento da democracia. No entanto, crime é crime e ninguém foipunido e, pelo jeito, nunca vai ser. Muita gente daquela época já está ardendo no fogo dos infernos. Como diria a avó do psiquiatra Zé Carlos Zeppellini, "Deus escreve certo por linhas tortas".
E assim caminha a mediocridade...
DIREITO DE RESPOSTA
Por Pedro Henrique Sebben
Hoje vejo que a questão que foi muito debatida nos últimos dias sobre a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista é algo sem muita importância, pois mesmo no tempo em que havia essaobrigatoriedade vemos jornalistas como o Sr. Chico Lang exercendo essa tão ilustre e importante profissão, e ainda por cima em uma historicamente reconhecida emissora da imprensa brasileira.Sr. Chico Lang, lhe garanto que não é necessário nossos adversários ou qualquer outra pessoa que venha ao nosso estado estar acompanhada deum batalhão de seguranças, creio que isso seria até de um imenso prejuízo para São Paulo, pois por ser o estado mais violento do país qualquer homem da segurança que saia desse estado irá fazer umatremenda falta.Mas caso por algum temor ou falta de coragem isso seja preciso, lhes sugiro que no mesmo dia não seja efetuado nenhum jogo na cidade de São Paulo, pois a "civilizada" torcida paulista como já acompanhamos emoutros fatos que são decorrentes todos os anosincluindo esse, tem o costume de promover algumas confusões mais generalizadas, como a que acompanhamos há dias atrás no jogo entre Corinthians x Vasco pela Copa do Brasil, ou Corinthians x São Paulo e Santos x Corinthians no Campeonato Paulista, isso para ficarmos apenas no que ocorreu esseano, e olha que coincidência, os três jogos tem a participação de um mesmo time. Enquanto iss o aqui no “belicoso” Rio Grande do Sul não temos nenhum registro de violência com pessoas feridas ou mortas nesse ano, ou até mesmo no ano passado, mesmo sendo disputados sete Gre-Nais nesse período.Prezado jornalista, não confunda garra, gana, vontade de vencer com incitação a violência, os times gaúchos sempre foram reconhecidos por seu futebol viril, guerreiro, e por sempre acreditar e buscar até oultimo segundo, e não vai ser agora que isso vai ser alterado, e muito menos devido à opinião do Senhor. Os gaúchos nunca precisaram de apoio e bajulação da imprensa do eixo para serem vencedores, nossos doismaiores clubes conquistaram tudo o que qualquer time do mundo pode almejar com somente seu esforço e superação, mesmo quando tivemos alguns obstáculos digamos “fora do comum” como ocorreu em 2005, ecreio que seja isso que provoque tamanho recalque vindo de sua pessoa.Quanto à citação de que na época da ditadura militar a maioria dos generais eram gaúchos é de uma infelicidade comparada ao tamanho de sua falta de respeito para com nosso povo, é a mesma coisa que alguém afirmar que todo o povo do Maranhão é desonesto devido ao Sarney ser daquele estado, afirmar que todo povo baiano é ladrão devido ao DanielDantas ter nascido naquele tão belo estado, ou então afirmar que todo jornalista paulista é um mau jornalista por o Senhor ser daquele estado..E assim caminha a inveja, prepotência e falta de respeito.
Pedro Henrique Sebben
Colorado, Gaúcho e não tem diploma de jornalista.
Por Chico Lang
http://www.gazetaesportiva.net/nota/2009/06/25/585664.htmlhttp://chicolang.alltv.com.br/
O futebol gaúcho sempre foi conhecido pelo espírito belicoso, coisa de fronteira. Quer dizer, ou vai na bola ou no pau. No entanto, Grêmio e Internacional estão exagerando. Gremistas fizeram carnaval em BeloHorizonte. Colorados prometem outro salseiro contra o Corinthians, na próxima quarta-feira. Está na hora de a CBF meter a colher nisso e, se for o caso, tirar mando de campo desses caras, um bando de"machochos", ou seja, sem suco, insípidos, debilitados metidos a macho.
Gremistas e colorados sentiram a barra. Estão em tremenda desvantagem em relação ao Cruzeiro(Libertadores) e Corinthians (Copa BR). Os 3 a 1no Mineirão praticamente garantiram os mineiros na decisão da sul-americana. O mesmo acontecendo com o Timão, que não levou e ainda marcou dois gols.
O jeito, então, é apelar para a ignorância, criando um "clima de guerra", coisa de índio mesmo, de gente sem espírito esportivo,querendo ganhar o jogo no grito. Resultado: se eu fosse dirigente de Cruzeiro ou Corinthians levaria um pelotão de seguranças, prontos para o que der e vier nas partidas de volta em Porto Alegre.
Na época da ditadura militar, a maioria dos generais era lá do Sul. Os caras torturaram, mataram, usaram dinheiro público ao bem prazer e tudo bem. Criou-se a cultura de não ser "revanchista" com o surgimento da democracia. No entanto, crime é crime e ninguém foipunido e, pelo jeito, nunca vai ser. Muita gente daquela época já está ardendo no fogo dos infernos. Como diria a avó do psiquiatra Zé Carlos Zeppellini, "Deus escreve certo por linhas tortas".
E assim caminha a mediocridade...
DIREITO DE RESPOSTA
Por Pedro Henrique Sebben
Hoje vejo que a questão que foi muito debatida nos últimos dias sobre a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista é algo sem muita importância, pois mesmo no tempo em que havia essaobrigatoriedade vemos jornalistas como o Sr. Chico Lang exercendo essa tão ilustre e importante profissão, e ainda por cima em uma historicamente reconhecida emissora da imprensa brasileira.Sr. Chico Lang, lhe garanto que não é necessário nossos adversários ou qualquer outra pessoa que venha ao nosso estado estar acompanhada deum batalhão de seguranças, creio que isso seria até de um imenso prejuízo para São Paulo, pois por ser o estado mais violento do país qualquer homem da segurança que saia desse estado irá fazer umatremenda falta.Mas caso por algum temor ou falta de coragem isso seja preciso, lhes sugiro que no mesmo dia não seja efetuado nenhum jogo na cidade de São Paulo, pois a "civilizada" torcida paulista como já acompanhamos emoutros fatos que são decorrentes todos os anosincluindo esse, tem o costume de promover algumas confusões mais generalizadas, como a que acompanhamos há dias atrás no jogo entre Corinthians x Vasco pela Copa do Brasil, ou Corinthians x São Paulo e Santos x Corinthians no Campeonato Paulista, isso para ficarmos apenas no que ocorreu esseano, e olha que coincidência, os três jogos tem a participação de um mesmo time. Enquanto iss o aqui no “belicoso” Rio Grande do Sul não temos nenhum registro de violência com pessoas feridas ou mortas nesse ano, ou até mesmo no ano passado, mesmo sendo disputados sete Gre-Nais nesse período.Prezado jornalista, não confunda garra, gana, vontade de vencer com incitação a violência, os times gaúchos sempre foram reconhecidos por seu futebol viril, guerreiro, e por sempre acreditar e buscar até oultimo segundo, e não vai ser agora que isso vai ser alterado, e muito menos devido à opinião do Senhor. Os gaúchos nunca precisaram de apoio e bajulação da imprensa do eixo para serem vencedores, nossos doismaiores clubes conquistaram tudo o que qualquer time do mundo pode almejar com somente seu esforço e superação, mesmo quando tivemos alguns obstáculos digamos “fora do comum” como ocorreu em 2005, ecreio que seja isso que provoque tamanho recalque vindo de sua pessoa.Quanto à citação de que na época da ditadura militar a maioria dos generais eram gaúchos é de uma infelicidade comparada ao tamanho de sua falta de respeito para com nosso povo, é a mesma coisa que alguém afirmar que todo o povo do Maranhão é desonesto devido ao Sarney ser daquele estado, afirmar que todo povo baiano é ladrão devido ao DanielDantas ter nascido naquele tão belo estado, ou então afirmar que todo jornalista paulista é um mau jornalista por o Senhor ser daquele estado..E assim caminha a inveja, prepotência e falta de respeito.
Pedro Henrique Sebben
Colorado, Gaúcho e não tem diploma de jornalista.
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Quinta-feira, Julho 09, 2009
Balaio da Gabi
Pessoal!
Mais uma amia no mundo virtual!
Conheça o Balaio da Gabi que vai estar sempr recheado com desenhos lindos que ela faz, além de textos e histórias!!
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Quarta-feira, Julho 08, 2009
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